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Pharmácia de Serviço

Há remédio para tudo ... pharmaciadeservico_at_gmail.com

Mas de onde é que vem o dinheiro?

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Ou isto é apenas pura propaganda ou afinal não há nenhum défice orçamental.

Eis a nova "batalha da produção"

Uma das alterações hoje anunciada no Parlamento pelo primeiro-ministro é que as deduções que os trabalhadores fazem para a Segurança Social vão passar a depender do número de filhos, de modo a incentivar o aumento da natalidade.

Assim, os contribuintes com dois filhos não sofrem qualquer alteração nas contribuições a pagar.
Porém, quem tiver menos de dois filhos (um ou nenhum), passa a pagar maiores contribuições.
Para os que tiverem mais do que dois filhos, os descontos serão um pouco inferiores.

Porém, o primeiro ministro não anunciou qualquer intenção do governo de, como forma de estimular o aumento da natalidade, passar a disponibilizar Viagra gratuitamente.

Oooooooohhhhhhh, que pena .....!!!

Parece que o Conselho de Jurisdição do PSD invalidou hoje a candidatura de José Alberto Pereira Coelho à liderança do PSD, dando ao militante social-democrata um prazo de dois dias para apresentar o número mínimo de subscritores requerido.

"Primeiros", isto não se faz ao Zébeto!

"Segundos", os do PSD nem sabem com quem se meteram!

«Há neste País um Estado de Direito e não tenho problemas nenhuns em interpor uma providência cautelar junto de um Tribunal Administrativo e então vamos ver quando é que vão ser as eleições directas», declarou Pereira Coelho, na sede do PSD

(Na verdade, num tempo de "sócrates", as "directas" do PSD bem podem ser lá para as "calendas gregas")

Uma nova receita para as Câmaras Municipais

quinta-feira, 27 de abril de 2006
O Conselho de Ministros aprovou hoje uma proposta de lei para isentar as autarquias do pagamento de imposto automóvel na compra de viaturas de transporte de alunos do 1º ciclo.

Será que os organismos da administração estadual directa e indirecta vão ter (quando hover dinheiro para carros ...) a mesma benesse?

A indexação

O primeiro ministro pretende indexar o valor das reformas ao aumento da esperança média de vida dos portugueses, tudo, diz ele, para asegurar a sutentabilidade financeira da segurança social.

Presumindo-se que tal "indexação" se destine a "conter" o valor das reformas, mais valia o primeiro ministro se deixasse de "construções" complicadas para explicar aos portugueses que o que ele verdadeiramente quer é "cortar" no valor das reformas pagas pelo sistema público, e que por isso, a reforma, em vez de assumir a forma de "pensão mensal vitalícia" passa a ser antes uma "pensão de prestação única", paga no momento da reforma, com base numa relação entre os anos de trabalho com desconto e a esperança média de vida.

Assim, ainda que um reformado viva mais que o Matusalém não recebe nem mais um chavo do que a "pensão única" calculadado no momento em que se aposentou.

E se se reformar ao atingir uma idade igual à esperança média de vida já não recebe nenhuma reforma porque, com aquela idade já devia era estar morto!

O buraco


O túnel do metropolitano do Terreiro do Paço é, verdadeiramente, um "buraco sem fundo" ...!

Prognose póstuma

Depois ter ter estudado, in loco, a pedido do Marquês de Pombal, a magnitude e os efeitos desvastadores do terramoto de 1755, o vice-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Carlos Pina, assegurou hoje que o túnel do metropolitano do Terreiro do Paço está preparado para resistir a um terramoto idêntico ao de 1755.

Já lhes passou a irritação ...

O Conselho de Ministros renovou hoje a nomeação de Vítor Constâncio para o cargo de governador do Banco de Portugal.

Consequências do 25 de Abril

"O 25 de Abril é um acontecimento cada vez mais ignorado pelos portugueses"

Boaventura Sousa Santos,
"Visão", 27-04-2006

À altura

Marques Mendes vai ter um concorrente "à altura" nas "directas do PSD - o famigerado, o inconfundível Zébeto!

(O que tinha mesmo graça era se o Zébeto ganhasse as eleições ...!!)

A falta

quarta-feira, 26 de abril de 2006
O presidente do Metro do Porto, Valentim Loureiro - que se considerou hoje vítima de uma "tentativa de assassinato político e desportivo" devido ao processo "Apito Dourado" e que por isso vai processar o Estado por "perdas e danos" - garantiu não ter "consciência de ter cometido algum crime".

Chama-se a isto, na linguagem dos penalistas, falta de consciência da ilicitude.

25 de Abril (para) sempre

terça-feira, 25 de abril de 2006
A direita - entenda-se aquela "direita" que assim se auto-intitula mas que votou massivamente em Cavaco Silva - deve ter tido um baque ao ouvir o discurso presidencial: qualquer Sampaio, qualquer Soares não faria um disurso tão aprimoradamente "social" de esquerda, a dar "dá toda a corda" ao governo.

Aliás o primeiro ministro não deixou fugir a oportunidade para fazer mais propaganda às "medidas" já propagandeadas e ainda a propagandear em matéria de exclusão, como o "complemento de reforma para idosos".

Tirando o facto de não levar cravo - e já era tempo do país se deixar da tontice dos cravos - Cavaco continuia a afirmar-se como sendo aquilo que sempre foi - um social-democrata da velha escola.

Desenganem-se os liberais "tout cour" ou os liberais com desinência ou qualificação, pois Cavaco apesar de sabe que existem não está para seguir as suas recomendações.

Desengane-se a direita-que-detesta-socialistas, se esperava que Cavaco começasse a zurzir no governo logo no primeiro discurso. Não o fez nem o fará. Limitar-se-á a esperar o evoluir da situação, contatando, a seu tempo, sendo caso disso, que o governo "ficou maduro" ou que "caiu de podre".

Resta agora assistir ao espectáculo que vai ser as "leituras" e "interpretações" mais ou menos cabalísticas do discurso. E do que daí resulta de esperança ou desesperança ...

A ordem das sanções ...

O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu hoje uma solução diplomática para a crise com o Irão, admitindo só como último recurso sanções militares.

Se não se resolver a situação por via diplomática, o ministro admite o recurso a sanções no quadro das Nações Unidas, incluindo em último lugar sanções militares.

«Temos então de recorrer às soluções previstas na Carta da ONU, sanções políticas e diplomáticas, sanções económicas e sanções militares, por esta ordem»

Espera-se porém que cumprida a "espiral de sanções" e no momento de utilizar as de carácter militar, o Irão não disponha já do poderio nuclear sificiente para ser capaz de inverter a sutuação e ser ele a "impor sanções" às Nações Unidas e ao ocidente.

Afinal em que ficamos?

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Em quem acreditar?

Propaganda e justiça


Para assinalar um ano, o primeiro ano, de actuação da equipe ministerial, o ministério da justiça editou uma publicação intitulada Justiça de A a Z - Um ano de Governo.

A propaganda em questão encontra-se acessível na net, aqui; não obstante isso, e decerto que para memória futura e ad maiorem gloriam, o ministério fez uma tiragem de 1.500 exemplares impressos ...

Na Nota de Abertura da autoria da equipe ministerial, assim se reza:

Um ano de governo é uma oportunidade de balanço e um momento de preparação do futuro.

Ao entrar em funções, em Março de 2005, o XVII Governo Constitucional elegeu a Justiça como uma área-chave a reformar e modernizar. Está expresso no Programa de Governo que o objectivo para a legislatura é garantir a efectividade dos direitos e deveres e tornar o sistema de justiça um factor de desenvolvimento económico e social.

Agora veja-se como, na seguinte transcrição, a dita equipe ministerial se apaga perante a grandeza da imagem e o vigor da acção do "muito querido e amado líder", a quem dá provas de um transbordante carinho e dedicação:

Em Março de 2006, um ano de governação passado, apresentamos, num glossário de A a Z, o testemunho das políticas e das reformas que o Governo do Primeiro-Ministro José Sócrates desenvolveu e desenvolve na área da Justiça.

Se não se tratasse da mais descarada propaganda oficial sobre um mais que pífio ano de exercício governamental em matéria de justiça, poder-se-ia dizer que se está perante uma publicação absolutamente vácua ... mas comovente.

"Non habia nexechidade ..."

domingo, 23 de abril de 2006
O FC Porto ganhou, com um golo de penalty (forjado por Ibson, aproveitado por Adriano) ....

O que é que isto parece que é?

O Ministério Público admite arquivar a operação "Furacão" - que apurou indícios de procedimentos suspeitos de mais de uma centena de empresas na utilização de paraísos fiscais, tal como denunciou ontem o PÚBLICO - caso estas paguem as dívidas fiscais.

A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida afirmou ao "Diário de Notícias" que "se as empresas pagarem as dívidas de IRS e IRC apuradas, isso será tido em conta na decisão final do Ministério Público, que poderá ir até à extinção do procedimento criminal".


In illo tempore a coisa semelhante a isto chamava-se "chantagem".

Agora, isto poderá ser uma de várias coisas ou todas elas ao mesmo tempo.
Mas certo é que é coisa nunca vista ...!

O regresso do pântano ...

sexta-feira, 21 de abril de 2006
Será que é mesmo verdade que ontem, no momento da votação da lei da "pariade", o sistema electrónico de votação da AR não estava avariado, não se avariou entretanto nem causou qualquer erro quanto aos deputados presentes na votação da dita lei - apenas se limitou a assinalar os que estavam efectivamente presentes no momento sendo que os que votaram a favor não chegavam para aprovar a lei.

Porque é que, para tirar dúvidas, não se recorre às filmagens do circuito da TV Parlamento?

Espera-se que estas imagens da sessão e em especial da votação não se "danifiquem", não "fiquem danificadas" ou se tornem "impróprias" para posteriores visionamentos. É que nestas situações nunca se sabe o que pode acontecer às imagens ...

Em vez de pedir para o mandarem arranjar ...

... o PS vai «pedir em conferência de líderes a suspensão do processo electrónico de votação, que hoje, mais uma vez, verificou-se que não funciona».

Questão de irremediável inviabilidade técnica ou apenas mera conveniência?

nota de actualização: ao que parece o sistema electrónico funciona bem, mas o velho método de "votação por bancada" é muito mais práctico para se conseguir aprovar os diplomas ...
Basta que fique um deputado para, no momento da votação, indicar o sentido de voto do restante "pessoal" da sua bancada ...

Abrenúncio ...!

Segundo Pacheco Pereira, o feriado do dia de Natal, não é um feriado (unicamente) religioso.

Então será feriado porquê? Por ser o "dia mundial de troca de prendas"? Ou o "dia do memorial do perú"?

"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus"

(Mateus, 5 )

O deputado do PS Ricardo Gonçalves propôs hoje que o partido apresentasse um pedido de desculpas público pela falta de quórum de votação no Parlamento, mas a proposta foi recusada pela direcção da bancada socialista.

Deteriorações

O indicador de clima económico, que mede a confiança dos empresários nos sectores da construção e obras públicas, comércio, indústria e serviços, deteriorou-se em Março.

É evidente que a deterioração do dito indicador de clima só pode ter sido da chuva ...!

O PS "chumba" tudo, tudo, tudo ...!

O PS chumba tudo, com prazer ...
O PS chumba tudo, tudo, tudo
e depois só aprova o que quiser ... (*)

O PS rejeitou hoje um voto de protesto apresentado pelo CDS-PP contra o anunciado encerramento das maternidades de Barcelos, Santo Tirso e Bragança, mas o deputado socialista Manuel Alegre absteve-se.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, chegou a propor a votação nominal do requerimento, mas o PS chumbou esta pretensão e o PSD absteve-se.

(*) Fica muito melher se cantado da mesma forma que

Sebastião come tudo, tudo, tudo,
Sebastião come tudo, sem colher;
Sebastião come tudo, tudo, tudo
e depois dá pancada na mulher!

Agora, a "balda" da electrónica ...

Desta vez foi o sistema de registo electrónico dos votos que se "baldou" no momento da votação da "lei da paridade" (que designação mais estranha!).

Em nota: a casa do Parlamento já assistiu a intervenções com duração homérica ou antes "fidelcastrista", como no caso em que um parlamentar discursou ums larguíssimas horas até à chegada do combóio a vapor vindo do Porto trazendo os seus comparsas para então se proceder à votação ... e ganhá-la!

Agora, ao que parece, a mesma casa vai começar a asisitir à repetição das votações as vezes precisas até se obter a maioria necessária à aprovação de lei em votação ...

A legística do estacionamento

Dispõe o nº 1 do artigo 10º do Regime relativo às condições de utilização dos parques e zonas de estacionamento, ontem publicado no DR, que nos parques de estacionamento cobertos, os condutores devem desligar o motor assim que terminem a manobra de estacionamento, só o devendo voltar a ligar quando se preparem para reiniciar a marcha.

1. Ao preço que está a gasolina não se crê que alguém entre para um estacionamento subterrâneo, estacione o carro e deixe o motor a trabalhar enquanto vai ao cinema ...

2. Será que os acompanhantes dos condutores podem ser eles a desligar o motor?

3. Nos parques descobertos pode-se deixar o carro a trabalhar enquanto se vai às compras ao supermercado?

Também tu ...??!!

quinta-feira, 20 de abril de 2006
Será que o ministro Costa da Administração Interna, quando for questionado acerca do comportamento do polícia do Porto, mostrado nas imagens passadas em prime time nos noticiários da SIC, também dirá que "esta não é a minha polícia"?

Nós distinguimo-nos sempre por qualquer motivo ...

Portugal é o país menos bem preparado para enfrentar uma eventual pandemia de gripe das aves de entre todos os 21 países europeus que têm planos nacionais de prevenção, segundo um estudo publicado hoje na revista científica "The Lancet".

Na classificação, Portugal ocupa o último lugar do grupo dos países com menos condições, depois de Polónia, Roménia, Lituânia, Letónia, Itália e República Checa, com uma classificação de 38 por cento.

Nos vários critérios analisados, Portugal ocupa o último lugar no que respeita ao planeamento e coordenação, intervenção da saúde pública, na resposta dos serviços de saúde e nos serviços essenciais necessários e o penúltimo na vigilância e na capacidade de colocar o plano em acção, ficando em todos abaixo dos 41 por cento.

Ao que parece, todas estas matérias ficaram a cargo dos "partidos da direita" agora na oposição, e é por isso que se verifica esta lástima ...
É que com um governo de maioria absoluta PS nada disto se poderia verificar, por natureza ...

Quase, quase, quase ...

Segundo o FMI, a economia portuguesa está quase estagnada.

E então que tal um ligeiro aumento da carga fiscal para a economia ficar completamente estaganda?

"Abundância e carestia"

Ao que parece pelos prolegómenos do congresso, não haverá no CDS/PP muitos militantes mas em contrapartida há imensa gente com a auto-convicção de ter capaciade de direcção.

Ora aqui temos o (sempre negado mas mais que certo) aumento de impostos (directos ou indirectos)

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que o Governo recorrerá a "todas as medidas necessárias" para cumprir a meta orçamental de 4,6 por cento no final deste ano, mesmo com a actual alta do preço do petróleo.

"nem piu" ...!!

quarta-feira, 19 de abril de 2006
A maioria do PS denegou ao ex-Director Nacional da PJ, Santos Cabral, a possibilidade de, perante os Parlamentares, poder explicar a sua actuação à frente daquele órgão de investigação criminal e assim se poder defender das acusações com que o ministro da justiça, corajosamente, entendeu distingui-lo, depois de ter publicamente explicado que o tinha demitido mesmo antes dele se ter demitido.

É bem verdade que há atitudes e prepotências que afinal só acabam por confessar o incómodo e as culpas ...

O "ovo de Colombo"

Para resolver o problema das faltas dos deputados às votações, nada melhor do que reduzir o número de sessões plenárias por semana, como sugere o PS.

Ainda assim há o perigo dos deputados faltarem às poucas sessões que se venham a realizar.

Solução boa era mesmo a de acabarem de vez as sessões plenárias. Assim ficava completamente excluida a possibilidade de os deputados poderem falta às mesmas.

Caso fosse necessário, os deputados poderiam ainda exercer a sua "deputação" em regime de tele-trabalho ou mais propriamente "tele-deputação" ou mesmo através de memsagens SMS.

Tal estão uns como os outros ...

Mais de metade dos jovens portugueses entre os 14 e os 17 anos gostam de Matemática, mas dedicam-se pouco à disciplina.

Porém este não é um problema exclusivo da matemática.

Também acontece o mesmo com os nossos deputados: gostam muito de ser palamentares mas "dedicam-se pouco à disciplina".

Ainda as "baldas", perdão, faltas dos deputados ...

O egrégio parlamentar Francisco Louçã, líder do BE e da sua bancada, esteio do parlamentarismo português e príncipe dos oradores considera que o facto dos parlamentares, vulgo deputados, se terem "baldado", perdão, faltado às votações da passada quarta feira, de modo a inviabilizá-las por falta de quórum de votação, "está a ser cavalgado por pressões populistas" dos "abutres antidemocráticos" que querem pôr em causa o próprio Parlamento.

Veja-se bem: só por se abordar um facto perfeitamemnte objectivo e verificável - as faltas dos deputados - isso trata-se de "pressões populistas" levadas a cabo por "abutres antidemocrátricos" só com o intuito malévolo de pôr em causa o "indefeso" e "desgraçado" Parlamento!

É evidente que seguindo esta concepção de parlamentarismo, os deputados devem ser coinsiderados mais ou menos como uma espécie de "ocupas" do parlamento, que entram e saem à vontade, sem que ninguém tenha nada a ver com isso!

E que o facto de entrarem e sairem ad libitum sem cumprirem a mínima obrigação para que foram eleitos (que é aprovar leis) e para o exercício da qual são pagos com um ordenado mensal - é bom que se note! - é que põe em causa o proprio parlamento e a dignidade dos deputados - e não o facto do cidadão eleitor e contribuite constatar a "balda" generalizada e indignar-se com ela.

Na verdade, se não fosse Louçã a defender o Palamento quem mais o faria?

As faltas dos deputados

Em vez de se andar com invenções de última hora, sempre complicadas - como as de verificar as presenças dos deputados no momento de realização das votações - porque razão não se utiliza um meio muito mais moderno e eficiente de controlo das presenças dos deputados: pulseiras electrónicas?

Acabava-se com a burocracia do papel e a necessidade de assinaturas variadas e tudo ficava muito mais fácil, rigoroso e "simplex".

Nota de actualização ao fim do dia: só agora verifico, ao ler o Público em papel, que Luis Afonso, no Bartoon, teve a mesma ideia. Pelos vistos a ideia da "pulseira" não será "coisa" assim tão estranha ...

Zig-zag

Ao que se consegue apurar em face da “trajectória” seguida pelo Banco de Portugal e, em especial, do seu governador, a técnica para aparentar a independência que dever ser apanágio deste tipo de banca (e que por cá tem andado um tanto ou quanto mal tratada) é “dar uma no cravo e outra na ferradura”.

Utilizando magistralmente esta técnica, o Banco de Portugal vem agora dizer-nos, no seu “Boletim Económico da Primavera” (só o nome estimula a economia…), que a evolução da economia portuguesa em 2005 foi marcada pelo reduzido crescimento da actividade, a estagnação do emprego e o aumento da taxa de desemprego. Simultaneamente assistiu-se a um aumento do défice estrutural das contas públicas (Quadro 1.1). A situação de 2005 agravou a divergência real face à área do euro e é reveladora da dificuldade que a economia portuguesa tem demonstrado em se ajustar às regras da união monetária e à intensificação do processo de globalização.

Como se pode constatar pelos números tudo o que havia a piorar, piorou durante 2005; nada do que deveria melhorar, melhorou.

Depois do “frete” feito ao governo, com a previsão de 6% de défice orçamental (valor que “dava pano para mangas”, mas que o governo levou “à seria” e conseguiu “respeitar”, conseguindo assim atingir um dos maiores défices orçamentais) o Banco de Portugal vem agora dizer que, afinal a economia não cresceu e que tudo afinal não está melhor – ou antes, está pior.

Dando uma ideia de independência e rigor, "salva a pele" perante a opinião pública ("afinal os gajos do BP também dizem mal ...!") e, ainda assim, "desculpabiliza" o governo, (o aumento do preço das matérias primas e da energia e o não ajustamento dos salários reais afectaram negativamente a produção portuguesa e explicam em parte o mau momento) transmitindo a ideia de que este ano as coisa poderão correr melhor.

Vamos lá ver o que virá escrito no Boletim Económico do Verão 2006.

A utilidade de Pinheiro da Cruz

terça-feira, 18 de abril de 2006
Para o presdiente da Câmara Municipal de Grândola, um socialista de primeira água, o estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz deve deixar de ser usado como prisão, mas defende que não deve ser utilizada para exploração hoteleira e turística.

«Deviam ser postas à fruição pública de muitos projectos que fariam ali muito interesse, jeito e sentido, ou seja, uma escola de indústria hoteleira, um polo universitário ou um espaço onde se pudesse afirmar os valores da liberdade e do 25 de Abril que tem a ver com Zeca Afonso e o concelho», acrescentou Carlos Beato.

Ora aqui estão um conjunto de boas razões para acabar com aquele estabelecimento prisional sem qualquer retorno financeiro e ir construir um novo em qualquer outra parte.
"Está-se mesmo a ver" que vai ser mesmo assim ....

(Aquela do "pólo universitário" é mesmo "a matar" ...! E a outra do "espaço onde se pudesse afirmar os valores da liberdade e do 25 de Abril" é completamente exotérica ...! Ah "ganda" presidente ...!)

A novas cidades e as suas periferias, segundo a concepção do governo

O Governo vai deslocar as prisões de Lisboa, Coimbra e Pinheiro da Cruz para a periferia das cidades.

Pinheiro da Cruz !!!???
Como toda a gente sabe o Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz situa-se na imensa cidade de Pinheiro da Cruz implantada ali para as bandas da praia do Carvalhal - muito perto da costa e com evidentes aptidões turísticas.
Ora confirme aqui no mapa!

O que estará, assim, por detrás de mais esta "habilidade" do governo?

Estamos no pelotão da frente ...

... mas sempre pelas piores razões!

A carga fiscal em Portugal, que mede o peso das receitas fiscais e das contribuições efectivas para a Segurança Social no produto interno bruto (PIB), passou de 34,2% em 2004 para 35,2% em 2005.

Esta subida de um ponto percentual no peso dos impostos e contribuições na economia é uma das mais fortes registadas em Portugal. Nos últimos 20 anos, de acordo com a Comissão Europeia, apenas por quatro vezes a variação anual deste indicador foi idêntica ou superior a um ponto percentual do PIB.


A última vez que foi superior foi em 1999, ano em que a carga fiscal portuguesa aumentou 1,1 pontos percentuais do PIB.

Em resumo:
Portugal tem a segunda maior subida da carga fiscal da Europa

E está tudo justificado ...

segunda-feira, 17 de abril de 2006
Um porta-voz do movimento islamista palestiniano Hamas, que foi elito para o governo palestiniano, considerou o atentado desta manhã, num restaurante de comida rápida israelita no centro da cidade de Telavive, junto ao terminal de autocarros, e que causou, pelo menos, sete mortos e dezenas de feridos, como "um acto de legítima defesa".

É exctamente a este "governo" e a este "partido" que o Irão anda a fornecer os meios financeiros que a UE e os EUA haviam cortado.

Aniversário



O Via Latrina faz hoje um ano!

Para celebrar, nada melhor que um "vintage" de um ano de excepção!

- 3 - dias - 3 -

Qual será o assunto assim tão importante que justifique uma viagem oficial do Ministro dos Negócios Estrangeiros a Cabo Verde com uma duração de três dias, na qual se faz acompanhar pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades (SENEC), João Gomes Cravinho, e pelo Alto Comissário para as Migrações e Minorias Étnicas, Rui Marques?

Será que esta viagem já cumprirá as regras de poupança incluídas no "pacote" de medidas de "economia protocolar" decretado pelo primeiro ministro (mas aprovada na forma de resolução do conselho de ministros ...) de acordo com o qual os ministros viajam em "económica" e sem uma carrada de assessores atrás?

Afinal sempre é por uma pura questão de dinheiro que as mães de Elvas vão ter os seus filhos a Badajoz


As grávidas de Elvas vão passar a dar à luz em Badajoz, já a partir de Julho. O acordo firmado entre o Ministério da Saúde e as autoridades de saúde espanholas vai permitir ao Estado português poupar cerca de mil euros por cada parto.

Mas se isto é assim porque razão é que não se poêm todas as mães raianas a ter os filhos em Espanha?
É que se poupava um dinheirão!

E se é assim tão irrelevante que os filhos nasçam no país vizinho, é estranho que os espanhóis nunca se terem lembrado de pôr as suas mães a ter os filhos em Portugal?

Nós cegos ...



Eis o resultado da confluência de uma auto-estrada com portagens virtuais numa auto-estrada "virtual" com portagens reais - 15 km de fila na A 23, no nó de Torres Novas.

chain reaction

domingo, 16 de abril de 2006

Já não se trata apenas do enriquecimento de urânio pelo Irão.

Agora ao Irão resolveu "assumir as dores" financeiras da governo palestiniano, nas mãos do Hamas (organização já suficientemente conhecida pelas suas posições...) e vá de contribuir com um "chorudo" donativo para as falidas e inviáveis finanaças da autoridade palestiniana.

Não se sabe se isto representa um alargamento da influência do Irão junto do Hamas, ou seja, na situação política da Palestina. Mas o que certamente representa é o enfraquecimento da posição do "ocidente" junto da dita autoridade. Que perante o corte dos auxílios financeiros pelo "ocidente" se pode virar decisivamente para o Irão e os seus fundamentalistas.

E o Irão não se negará a continuar a ajudá-la se disso puder tirar dividendos políticos, um dos quais não deixará de ser o enfraquecimento da posição da Europa e da América junto da autoridade palestiniana.

O Irão está mesmo decidido a "fazer estragos".
E será que o "ocidente" estará disposto a reagir?

Que "rico" urânio ...

sexta-feira, 14 de abril de 2006
No que é que irá dar o "enriquecimento" do urânio no Irão?
Esperemos que em nada de especialmente grave.

Entretanto para facilitar a sua identificação, (especialmente na ONU) podia começar-se a designar o urânio enriquecido iraniano por "irânio" - pois que, para além do mais, é bem capaz de causar "iras" em alguns sectores da política mundial.

Desejos para a próxima semana

Espera-se que para a próxima semana já seja possível aos senhores deputados (em especial os do PS, que têm obrigação de manter o Parlamento a funcionar, já que são uma maioria "absoluta") aguentar no hemiciclo até ao final do dia, por causa do quórum das votações.

Até nem é desejo por aí além ...

Pré-ciência ...

quinta-feira, 13 de abril de 2006
O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, voltou hoje a garantir que a co-incineração é "absolutamente inócua para a saúde", considerando que os receios que se levantam em Portugal se devem a motivos políticos.

Como toda a gente sabe, o ministro Nunes Correia é médico pneumologista pelo Instituto Superior Técnico.
Por isso é que está no "ministério do ambiente, do ordenamento do território e do desenvolvimento regional" (na função pública, chama-se a isto "adquação de funções" ...)

Mas mesmo que não fosse médico, bastava-lhe o facto de ser membro de um governo chefiado pelo actual primeiro ministro para se poder pronunciar sobre todas as matérias com absoluto rigor e certeza científica.

É que, para estes efeitos, o primeiro ministro funciona relativamente aos seus ministros como a pomba do Divino Espírito Santo em relação aos crentes - até "ilumina" os ignorantes.

Ad libitum ...

É de uma total e inaudita falta de vergonha que aquela "maltósia" de deputados do PS - partido que detem a maioria absoluta de deputados no Parlamento - não se digne sequer assegurar o quorum de votação (art. 55º, nº 2 do Regimento da AR) nas sessões da Assembleia.

É a total bandalheira.

Sobre esta absoluta falta de responsabilidade e manifesto abuso de prerrogativas, o "chefe" ("da banda"...) nada disse, como de costume!

Ao que parece, é exctamente para isto que servem as maiorias absolutas ...

"Pulhitiquices"

Depois da absoluta falta de nível ao andar a disputar a primazia na demissão do Director Nacional da Policia Judiciária (com o episódio do "adiamento" d aaudiência das 12 hpras para as 18 horas de modo a ter tempo para obter o despecho de demissão...) então não é que agora o costa da Justiça vá de começar a levantar insinuações no que respeita à actuação da PJ durante o consulado de Santos Cabral ...

Que "gaijo mais "pulha" e que completa falta de nível ...

Ora assim sim, vale a pena ...

quarta-feira, 12 de abril de 2006
Resultados eleitorais para a Câmara dos Deputados italiana, segundo o Corriere della Sera
  • Totale CDL - Casa Delle Libertà - Voti 18.976.460 - 49,73 % - 277 seggi
  • Totale Unione - Voti 19.001.684 - 49,8% - 340 seggi

Eis como o sistema eleitoral permite que uma diferença de 25.224 votos, a que corresponde uma diferença percentual de 0,07%, dê uma vantagem de 63 deputados.

Porém, se a vantagem não funcionasse a favor de Prodi, o que não estaria a ser dito em Itália e fora dela ...

O resultado do sucesso da visita a Angola do primeiro ministro acompanhado de 1/3 do PIB ...

Texto publicado no site da Agência ANGOP

As feridas da Liberdade

Luanda, 11/04 - A visita oficial do primeiro-ministro português a Angola foi um êxito a todos os níveis e marcou o início de uma nova era de relações entre o nosso país e Portugal. José Sócrates e a sua delegação trouxeram um abraço de solidariedade e de amizade do povo português ao povo Angolano.

O diálogo franco e aberto que se estabeleceu entre os mais altos dirigentes dos dois países ajudou a enterrar velhos fantasmas e estabeleceu-se um clima de confiança. Estão criadas todas as condições para aprofundarmos uma relação fraterna, própria de povos que têm uma vivência comum de séculos.

Por isso, dificilmente se compreende que muitos órgãos de informação portugueses tenham desencadeado um coro de insultos contra os mais altos dirigentes angolanos e toda a espécie de mentiras sobre o nosso regime e as nossas instituições.

Os fantasmas do colonialismo explicam muito deste comportamento. O racismo, numa primeira linha, responde por esta campanha bizarra. Mas a ignorância também joga um papel importante neste autêntico festival de mentiras e calúnias.

Muitos líderes de opinião portugueses que se têm destacado nesta campanha caluniosa contra Angola e os seus governantes desconhecem em absoluto o nosso país ou apenas têm conhecimento dele pelas informações que lhes são oferecidas por centrais de intoxicação.

Entre eles estão antigos turistas da Jamba que faziam parte da lista de pagamentos de Jonas Savimbi. Nesse grupo de comerciantes da honra está o caricato Director do Jornal "Público" que sem nunca ter posto os pés no nosso país destila em forma de escrita canhestra opiniões fundadas na ignorância e na provocação. Pelos vistos, há escribas que têm sempre um dono pronto a pagar-lhes. Ontem era Savimbi, hoje sabe-se lá quem é. Mas publicar opiniões sobre algo que não conhece, é de um atrevimento inaudito. Portugal merecia melhor que estes indigentes mentais que publicam desvairados recados a troco de uns tostões. Que lhes faça bom proveito.

Qualquer mentecapto compreende que levantar um coro de insultos contra o Presidente da República de Angola, contra os nossos govervarnantes e empresários, não é um acto amistoso. Nenhum jornalista angolano, nenhum comentador, nenhum líder de opinião lembrou à comitiva protuguesa que o direito ao emprego faz parte do elenco dos Direitos Humanos. Ninguém se lembrou de invectivar os governantes portugueses por terem permitido que crianças à guarda do Estado Português tivessem sido abusadas sexualmente. Ninguém fez a lista dos corruptos que, segundo magistrados portugeses, crescem como cogumelos à sombra do aparelho de Estado e estão a exaurir a riqueza de Portugal. O que aconteceria em Portugal se o tivéssemos feito?

Ainda temos bem presente as reacções dos órgãos de informação portugueses quando um dirigente angolano opinou sobre membros da família Soares. Não trataram de saber se as declarações eram verdadeiras ou falsas. Foram logo catalogadas de insultos e geraram ondas de indignação. A libertação de Angola das garras do colonialismo, doeu a muita gente em Portugal. Ainda dói. Mas esses saudosos do colonialismo, esses racistas dementes, têm de se habituar, de uma vez por todas, que os angolanos são senhores do seu destino. E os partidos políticos angolanos, as nossas instituições não precisam de vozes de burros para se fazerem ouvir. Em Angola existe liberdade de expressão, ninguém precisa de voz de donos que ninguém sabe donde lhes vem a legitimidade democrática. A nossa vem da luta, do combate heróico contra o colonialismo e o fascismo.

A nossa libertade foi construída nos campos de batalha. Para conquistá-la, ficámos cheios de feridas e muitas delas ainda estão abertas. A visita do Primeiro Ministro português a Angola ajudou a curar algumas. Será por isso que choveram os insultos e as calúnias contra o Presidente da República de Angola e os nossos governantes? A amizade entre os nossos povos tem muitos inimigos!


Sobre este chorrilho de alarvidades, o governo português – leia-se, primeiro ministro ou ministro dos negócios estrangeiros – "moita carrasco".
Dignidade é coisa que não é com eles ...

O tempo das liberdades

  1. O governo quer proibir o fumo em todos os locais públicos fechados.
  2. O governo quer reduzir drásticamente o limite máximo permitido de álcool no sangue na condução.

Velocidade de cruzeiro

terça-feira, 11 de abril de 2006
A economia portuguesa já retomou a sua velocidade de cruzeiro, depois do regresso do 1/3 do PIB que tinha ido de excursão a Angola.

Alguém sabe explicar?

O que é que estava a fazer o primeiro ministro no acto de posse do Director Nacional da Polícia Judiciária?

São uns perfeitos porcalhões

Mais de metade dos médicos em todo o mundo não lavam as mãos antes de tratar os doentes. Um procedimento responsável pela maior parte das infecções transmitidas nos hospitais.

Em Portugal não há dados concreto, mas Correia de Campos reconhece o problema.

Está a ser preparada uma campanha nacional para sensibilizar os profissionais para o problema, mas em 40 por cento dos hospitais não há lavatórios adequados ou em número suficiente.

Como se vê o Estado também é culpado por esta "porcalhotice" médica, já que não põe nos hospitais públicos lavatórios em número suficiente. Mas será que, havendo lavatórios, disponibiliza também os sabonetes desinfectantes em quantidade adequada e sufuciente (e sem rupturas de stock) ...?

Há-os por todo o lado ...

Afinal há "pântanos" em toda a parte. A França não é excepção.

Ano dois!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

A Pharmácia de serviço abriu há um ano!

Esta é a melhor ...

Ao que parece, Freitas do Amaral, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, vai faltar, amanhã, ao encontro dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), no Luxemburgo, pois tem de presidir ao Governo português, substituindo o primeiro-ministro que viaja hoje, ao início da noite, para Paris, para participar na Cimeira Luso-Francesa.

É de notar que o primeiro ministro saiu ontrem para Paris e hoje à tarde já está a dar posse ao novo director da PJ.

Ora, Freitas já tinha acompanhado o primeiro ministro a Angola e, na ausência de Costa, o de Estado e do Interior, "a banhos" no Egipto, o governo "ficou entregue" à "chefia" do Ministro das Finanças. E até nem ficou mal ... porque não se notou nada ...

Assim sendo que raio de desculpa para o MNE se "baldar" à reunião dos MNE europeus, tanto mais que antes já tinha dito que não iria lá "para descansar" ou porque a reunião "não tinha interesse nenhum".

Ora depois de tudo isto, dizer-se que o MNE não foi à dita reunião para ficar a chefiar o governo (por uma noite e um dia) é mesmo uma verdadeira anedota, se não fosse um insulto à inteligência dos portugueses (é verdade que não de todos eles ...).

Curioso é que não se notam reacções acaloradas; tudo é tratado com brandura e complacência e nunca nada é apodado do que quer que seja, muito menos de "trapalhadas".

Mudam-se os tempos ... tem-se o que se merece!

In illo tempore

Noutros tempos, um árbitro que caísse na asneira de fazer as malfeitorias que fez o ábitro (e também os fiscais de linha, diga-se em abono do rigor ...) do jogo Académica-Naval de ontem, tinha garantida uma "rapadela".

Qual é a admiração?

Se o Estado, desde há alguns anos, não consegue saber exactamente quantos funcionários tem, não há que estranhar que o SNBPC não saiba quantos bombeiros há no país, apesar de lhe caber inventariar os meios humanos disponíveis.

Coincidência

Ao que parece, segundo o primeiro ministro, há coincidência de pontos de vista entre o governo francês e o português.

Ou isto é mesmo uma notável coincidência, ou é um produto do evolucionismo ideológico, ou então um destes dois governos anda completamente de costas para as ideias que apregoa.

"A cola"

Perante o evidente desboroamento de que o governo começa a sofrer, o primeiro ministro esforça-se por ser a "cola" que segura todas as peças.

Daí que a sua constante presença em actos tipicamente "de ministro" seja necessária para dar a imagem de coesão do governo e para dar mais um salvo conduto ao ministro, mostrando que ele tem a confiança política do primeiro ministro.

Agora, é a posse do director nacional da PJ que requer a presença do primeiro ministro.

Ora isto obriga o primeiro ministro a estar de manhã em Paris, para a cimeira luso-francesa, e ao fim da tarde em Lisboa, para a dita posse.

É evidente que o facto vai ser amplamente coberto pela comunicação social, e aproveitado pelo primeiro ministro para mais um exercício de "propaganda".

Ao menos, já que não fica para a noite de Paris, há que "mostar" a "coesão" do governo.

Fase II

domingo, 9 de abril de 2006
«Com certeza que agora se vai iniciar uma outra fase da minha acção como Presidente da República», disse Cavaco Siva, no final de uma visita ao Hospital D. Estefânia.

Espera-se que passe rapidamente à fase II, pois que durante a fase I não se notou que estivesse alguém em Belém.

Governança "entremeada"

O nosso governo pratica uma governação tipo "entremeada": sempre que alguma iniciativa se revela um insucesso, a sua actuação não lhe corre bem ou vêm à tona conflitos e disputas intestinas, e se isso se torna do conhecimento público, o governo vá de imediatamente avançar com uma qualquer medida controversa, para desviar as atenções das "broncas".

Agora a inicitiva que está "na berra" é a de proibir totalmente o fumo em bares e restaurantes.

A medida, em si, é uma completa e total "trogloditice"; porém, o seu anúncio neste momento, serve perfeitamenet os objectivos do governo.
Agora o que importa é distarir a "populaça" da "broncas" da judiciária, das agro-ambientais, dos conflitos inter-ministros e secretários de estado, da "reforma" da função publica, de insucessos e mil e uma "barracas" que, lentamente começam a minar o geverno.

Ora, enquanto o "votante médio" discute se, no snack-bar onde vai almoçar, em pé, uma sopa, uma coxa de galinha, um galão e uma sala da de frutas, se poderá, ou não, fumar um ciagrrito com a "bica" final, não se está a dedicar a fazer "construções intlectuais" sobre as completas ineficácias e ineficiencias do governo. Ou, nem que seja, a delas "tomar consciência".

Porém, uma vez ultrapassado o "ponto quente", as medidas "controversas" serão imediatmente postas de lado, ficando a aguardar outro momento em que o governo, por estar novamente "de calças na mão", de novo venha a precisar do seu anúncio.

so long!

O Acidental "encerrou a escrita"!
"Fecha", assim, um dos melhores blogs "desta" ou "nesta" "blogosfera", e por isso constava aqui ao lado, de entre "Outros da mesma arte".
(Diga-se porém, em abono da verdade, que a lista não é maior também por preguiça d'O Pharmaceutico, que outos blogs há que merecem lá estar, e ainda não estão ...)

O Acidental era um blog de direita, das direitas, às direitas. E por isso era um blog necessário.

Num tempo - neste tempo - em que uns "perorantes", "fazedores de doutrinas", afirmam, sobre a direita, as maiores barbaridades, continua necessário denunciar que "o rei persiste em andar nu" e que a esquerda é um "mito de pés de barro", na qual, ao fim e ao cabo, não residem mais virtudes ou, tão somente, virtudes que a façam "melhor" que a direita.

Mas esta afirmação da direita - e do seu inalienável direito à existência, no espectro político português - era feito, n'O Acidental , de forma "souple", sem intlectualismos inúteis mas suficientemente fundada, em textos sérios, humorísticos ou humoristicamente sérios.

De acordo com a filosofia de supermercado a "vida" é uma "novela". Assim, resta agora aguradar pelas "cenas dos próximos capítulos" porque, de certeza, O Acidental vai-se transformar numa "never ending story".

O inventário ...

sábado, 8 de abril de 2006
... do armazém do comendador Berardo que vai ser instalado no CCB. Aqui.

Re - modelação

sexta-feira, 7 de abril de 2006
"Prontos!"

Agora com o exemplo dado pelo vizinho do lado, já não há nehnhuma razão para o primeiro ministro sócrates não remodelar o seu governo. Que bem precisa.
E urgentemente. Logo mesmo quando chegar de Angola com o 1/3 do PIB ...

Eles são a causa de todos os males ...


Fórum: Governo dá folga à função pública na Páscoa. Comente!
O Governo decidiu dar a tarde de quinta-feira de Páscoa aos funcionários públicos


A Agência Financeira quer saber a sua opinião sobre esta decisão do primeiro-ministro. Diga-nos se concorda, ou não, e aponte as suas razões. Acha que estas tolerâncias de ponto têm algum contributo para a baixa produtividade nacional? Para nos deixar a sua opinião, carregue em «Comentar Artigo»!

Ao que parece, a Agência Financeira - contando também com a divulgação do Portugal Diário - entende que os funcionários públicos são a causa de todos os males do nosso país.

Vai daí há que convidar toda a gente para um fórum sobre a tolerâcia de ponto concedida pelo governo, para que os comentadores - as mais das vezes demonstrando uma argúcia completamente pífia mas com uma maledicência absolutamente suprema - possam espraiar o seu ódio aos ditos funcionários públicos, em comentários sem nexo ou despidos de qualquer sentido.

Parece que quanto mais se instigar a revolta e o mal estar contra eles, melhor - como se isso vá aumentar o PIB! E talvez até aumente ...

Na verdade faltando-nos "produto interno bruto" certo é, porém, que internamente aumenta a quantidade da produção de "brutos".

Quando for careca e tiver um negócio de frutas, também quero ter um museu e uma fundação destas ...

Ministério da Cultura
Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea

1 - Termos gerais do Acordo assinado no dia 3 de Abril de 2006, no salão nobre do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro.

- Será constituído o Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea;
- O Museu será gerido pela Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Colecção Berardo.


2 - Instalação do Museu
- O Museu será instalado no denominado Centro de Exposições do módulo 3 do CCB, de acordo com as áreas assinaladas em planta que será anexada ao Protocolo;
- O Museu deverá estar instalado até 31 de Dezembro de 2006;
- O acervo do Museu será constituído principalmente pela designada Colecção Berardo, devendo, previamente, constituir-se um anexo ao Protocolo com a indicação das obras de arte que integrarão a referida colecção;
- O Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo (JMRB) cederá a Colecção por Contrato de Comodato, por um período de 10 anos;
- Deverá ser feito um protocolo entre a Fundação CCB e a Fundação Colecção Berardo no qual se consignem as regras de funcionamento dos espaços comuns do CCB partilhados por ambas as fundações e a articulação entre ambas;
- Serão efectuadas obras no CCB que venham a mostrar-se necessárias para instalar o Museu.


3 - Constituição da Fundação
- O Estado e a Fundação CCB, por um lado, o Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo e Associação Colecção Berardo, por outro, constituirão uma Fundação que terá nos seus objectivos a gestão do Museu, entre outros;
- Poderão ser aderentes à Fundação outras instituições, por acordo das partes;
- A Fundação será constituída por Decreto-Lei no prazo de sessenta dias;
- O Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo exercerá vitaliciamente o cargo de Presidente Honorário da Fundação;
- O Conselho de Administração será constituído no regime de paridade, entre o Estado e o Comendador José Manuel Rodrigues Berardo (o quinto administrador será escolhido por acordo).


4 – Opção de Compra
- O Estado tem opção de compra da Colecção Berardo (a que seja constituída pelas obras que façam parte do Anexo), a exercer no prazo de dez anos – prazo do comodato;
- Para o exercício da opção de compra, a Colecção será avaliada por peritos internacionais.


5 – Fundo de aquisições
- O Estado e o Comendador JMRB/Associação Colecção Berardo, constituirão um Fundo de aquisições para compra de novas obras de arte;
- O Fundo será dotado anualmente com 500.000 euros por cada uma das partes.

Estamos bem proibidos ...

O Secretário de Estado da Administração Interna que proibir-nos de beber vinho;

O Ministro da Saúde que proibir-nos de fumar;

Resta agora outro governante proibir-nos de mais mais qualquer coisa ...

Já são 334 as medidas Simplex

quinta-feira, 6 de abril de 2006

É que acabou de ser aprovada mais uma nova medida de "simplificação administrativa" ...

M 334 - Uma factura passada no restaurante passa a ter de conter obrigatoriamente a identificação do cliente, com o respectivo nome, segundo um despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

A regra geral em que assenta esta "simplificação administrativa" é a de que "as facturas referentes a operações realizadas com particulares devem, como regra, conter a indicação do nome e domicílio do destinatário dos serviços já que a indicação do número de identificação fiscal só deverá constar obrigatoriamente quando o destinatário dos serviços for um sujeito passivo do imposto".

Exemplo:

Nome: José Anastácio da Costa Tíbúcio Pinto e Sousa
Morada: Praceta da Rua Projectada ao Impasse da Avenida Engenheiro José Platão, lote 425, 6º andar, apartamento 632
Negrelos, Tintureira de Baixo
Alporchinos
8790-457-Atrás do Sol Pôsto

Ao que acresce se for sujeito passivo de imposto:
- Óóóóó .. se faz favor .... o senhor é sujeito passivo .... de imposto ... !
- ????????
- De imposto ... ????? ... sujeito passivo .....?????
- Áh sim ... sou ...
- Então diga lá o seu número fiscal de contribuinte.
- Não o sei de cór. Despois eu ponho-o à mão.
- Não pode ser. Tem que ficar já impresso.
- Então espere aí que vou telefonar a saber ....
- Vá lá depressa que tenho o restaurante todo à espera de facturas e tenho mais que fazer ...
- Olhe é o 333 333 333. Afinal é simples ....
- Pronto a qui tem a factura com tudo o que é preciso.

Como se vê, mais Simplex que isto não há ...

Tibúrcio recruta ...

... sob a vigilância do ministro Costa , o Alberto, da Justiça!

Os directores da Polícia Judiciária que não acompanharam o pedido de demissão de Santos Cabral deverão ter, nos próximos dias, uma reunião com o ministro da Justiça, Alberto Costa, e com o novo director nacional, Alípio Ribeiro.
Em cima da mesa estará a sua manutenção nas respectivas direcções da judiciária

Assim o ministro Costa , o Alberto, da Justiça "mata dois coelhos de uma só cajadada":
1. "vigia" Tiburcio na operação de recrutamento;
2. "vigia" os recrutados que acabaram de "fazer a cama" a um director nacional, de modo a que não venham a fazer o mesmo com o que agora vai para lá.

nota: o facto do Ministro da Justiça "colaborar" com o director-nacional-ainda-não-empossado-da-PJ no recrutmento dos directores adjuntos, não tem nada, mas mesmo nada, a ver com aquilo que alguns comentadores e outras "forças que não estão com o governo" dizem ser uma evidente "governamentalização" e instrumentalização" da PJ.

Como diria Jorge Coelho, "não é nada disso".

Trata-se apenas de ir "diligenciando", desde já, uma boa receptividade e acitação, por parte destes dirigentes, da lei orgânica que, apesar de não conhecerem, vão ter a partir de Junho (evidente condição de "confiança politica" para poderem vir a ser "reconduzidos").

... e 30 anos depois ...

1. ... da aprovação da Constituição da República Portuguesa, o cenário repetiu-se: o CDS ficou ontem isolado nas críticas à Lei Fundamental, enaltecida pelas restantes bancadas.

2. ... continua a confirmar-se o ditado: mais vale só ....

"Isto" não é um vereador, mesmo da oposição; "isto" é um perfeito e completo "chato"!

O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa vai pedir ao Ministério Público que analise a legalidade da instalação de cubos de publicidade ao casino em algumas zonas da cidade, como o Terreiro de Paço.

"camp não"

Afinal o "camp" foi "não"! Paciência!

O que importa é que o Benfica não se portou mal na derrota!

Agora, resta esperar pela próxima oportunidade!

Há coisas que, ao serem ditas por certas pessoas, não se sabe se hão-de ser levadas à laia de elogio ou de desabonação...

quarta-feira, 5 de abril de 2006
«Estou bastante impressionado. É uma pessoa de convicções fortes, clarividente e empenhado na busca de soluções», afirmou José Eduardo dos Santos, referindo-se ao chefe do governo português.

O que quererá significar, verdadeiramente, o facto de José Eduardo dos Santos ter ficado "bastante impressionado"?

Ou dito de outo modo: o primeiro ministro português "impressiona bastante" o Presidente de Angola. Isso será bom ou mau?

As diferenças das línguas ...

É curioso!

Cá, Marbella diz-se Felgueiras!

A forma de governo mais adequada ao artista é ausência de governo. Autoridade sobre ele e sua arte é algo ridículo. (Oscar Wilde)

A despesa da administração pública portuguesa durante o ano passado superou largamente o valor previsto pela Comissão para a Análise da Situação Orçamental, liderada por Vítor Constâncio.

No relatório assinado pelo governador do Banco de Portugal estimava-se que a despesa pública total poderia ascender aos 69 116,8 milhões de euros em 2005, caso os compromissos assumidos no Orçamento do Estado do Governo de Santana Lopes fossem assumidos e não se tomassem medidas adicionais de consolidação. Esse valor representava já um acréscimo de 2439,4 milhões de euros face ao que estava inscrito no OE 2005.

Afinal, passados 10 meses e concluídos os cálculos sobre a execução orçamental do ano passado, chegou-se à conclusão que a despesa total das administrações públicas acabou por ser ainda maior.

Artistas ... sem dúvida ...

Nota da actualização: sobre esta matéria, ler o artigo de Bagão Felix, O truque orçamental, no Público de hoje (link só para assinantes).

Hoje, aqui ...

















... só "dá" Benfiiiiiiiiiiiicaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!

Adivinham-se mais uns "anúncios" de "pura" propaganda

O primeiro ministro está em Luanda com 1/3 do PIB e já fala em "sucessos diplomáticos".

Chama-se a isto "coesão governativa"

O secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, insiste hoje que é preciso reduzir a sinistralidade rodoviária provocada pelo excesso de álcool, depois do ministro da Agricultura já ter garantido que a taxa de alcoolemia permitida aos automobilistas, fixada actualmente nos 0,49 gramas por litro de sangue, não será alterada.

“Aquilo que continuo a dizer é aquilo que está no "Diário de Notícias", reiterou.

Onde é que já vai o "direito à indignação" instigado e defendido pelo "pai-fundador"...


Os funcionários judiciais estão proibidos pela Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) de proferir declarações sobre «matérias de serviço» sem autorização. Também que os secretários de Justiça estão proibidos de autorizar as captações de imagens no interior dos tribunais.

Eis uma boa razão para a existência de Tibúrcios ...

Até Junho, a Polícia Judiciária (PJ) terá uma nova lei orgânica, garantiu o ministro da Justiça, Alberto Costa.

O "pântano", em versão "sapal"

Utilizando termos do rugby, chama-se de "formação espontânea".
Porém, para o comum dos portugueses, o que parece é que o governo funciona mais ou menos "ao molho". Ou então "sem rei nem roque".

A última é o Ministro da Agricutura resolver meter-se em questões de segurança rodoviária para tirar o Secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, do meio de uma confusão com os vitivinicultores.

O dito Secretário de Estado ameaçou baixar ainda mais a taxa de alcoolemia se os vitivinicultores não fizessem (mais) campanhas contra o consumo de vinho.

O Ministro da Agricultura veio agora dizer - ainda que podendo ser acusado de "meter o bedelho onde não é chamado" - que não há nenhuma iniciativa do governo para baixar a dita taxa, que o Secretário de Estado estava apenas preocupado com os acidentes provocados pelo excesso de álcool e que foi "mal interpretado" ....

Só lhe faltou começar a cantar: Era o vinho, Meu Deus, era o vinho ...

Nota: quem terá mandado o Ministro da Agricultura fazer este "frete"?

Digam lá se tudo isto não "cheira" a Costa, o Ministro do dito Secretário de Estado, agora a mandar no governo, já que o primeiro ministro anda por terras de Angola acompanhado de 1/3 do PIB?

O Portugal de sempre (é o de hoje, já foi o de ontem e será o de amanhã)

(porque não também um "post" com um pequeno exercício de "auto-plágio" de citação?)

Ninguém - Que andas tu i buscando?
Todo Mundo - Mil cousas ando a buscar
delas não posso achar
porém ando perfiando
por quão bem é perfiar.
Ninguém - Como hás nome cavaleiro?
Todo Mundo - Eu hei nome Todo Mundo
e meu tempo todo enteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.

Ninguém - Eu hei nome Ninguém
e busco a consciência.
Berzabu - Esta é boa experiência
Dinato: escreve isto bem.
Dinato - Que escreverei companheiro?
Berzabu - Que ninguém busca consciência
E todo o mundo dinheiro.

Ninguém - E agora que buscas lá?
Todo Mundo - Busco honra muito grande.
Ninguém - E eu virtude que Deos mande
Que tope co’ela já.
Berzabu - Outra adição nos acude
escreve logo i a fundo
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.

Ninguém - Buscas outro mor bem qu’esse?
Todo Mundo - Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fezesse.
Ninguém - E eu quem me reprendesse
em cada cousa que errasse.
Berzabu - Escreve mais.
Dinato - Que tens sabido?
Berzabu - Que quer em estremo grado
todo o mundo ser louvado
e ninguém ser reprendido.

Ninguém - Buscas mais amigo meu?
Todo Mundo - Busco a vida e quem ma dê.
Ninguém - A vida não sei que é
A morte conheço eu.
Berzabu - Escreve lá outra sorte.
Dinato - Que sorte?
Berzabu - Muito garrida
todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.

Todo Mundo - E mais queria o paraíso
Sem mo ninguém estorvar.
Ninguém - E eu ponho-me a pagar
Quanto devo pera isso.
Berzabu - Escreve com muito aviso.
Dinato - Que escreverei?
Berzabu - Escreve
que todo o mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.

Todo Mundo - Folgo muito d’enganar
e mentir naceu comigo.
Ninguém - Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.
Berzabu - Ora escreve lá compadre
não seja sejas tu preguiçoso.
Dinato - Quê?
Berzabu - Que todo o mundo é mentiroso
e ninguém fala verdade.

Ninguém - Que mais buscas?
Todo Mundo - Lisonjar.
Ninguém - Eu som todo desengano.
Berzabu - Escreve ande lá mano.
Dinato - Que me mandas assentar?
Berzabu - Põe aí mui declarado
não te fique no tinteiro
todo o mundo é lisonjeiro
e ninguém desenganado.

Gil Vicente, Auto da Lusitânia,1532

E, já agora, compare-se isto com a apresentação do "programa Simplex"

Para os apreciadores do que é singelo, verdadeiro e, porque não, aristocraticamente Simplex




























































































Simplex, 1910, 4 cil, 90 H.P.
(colecção The Seal Cove Auto Museum)

O que realmente falta é dignidade ...

terça-feira, 4 de abril de 2006
Há uma relação de confiança institucional que nos ultrapassa. Essa relação da minha parte não existe neste momento e por isso entendi que não tenho condições para continuar», afirmou ontem Santos Cabral à saída do Ministério da Justiça onde se tinha encontrado com Alberto Costa.

Por seu lado, o ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou hoje que foi o Governo que demitiu o ex-director nacional da Polícia Judiciária, também por falta de confiança.

Veja-se a perfeita parvoíce e falta de dignidade de um ministro que anda a "esclarecer" publicamente que foi ele (e o primeiro ministro) quem (primeiro) demitiu o Director Nacional da PJ e não este que (antes) se demitiu por sua iniciativa ...

Perante este estado de coisas, não haja dúvida que o "pântano" se começa a instalar de novo, silenciosa mas inexoravelmente.

O "dever" acima de tudo!

A demissão do Director Nacional da Polícia Judiciária e os antecedentes que a rodearam, se outro mérito não teve – e um pelo menos teve: mostrou que o governo, em qualquer circunstância, só admite yes-men – teve o de trazer a público a gritante crise financeira que a instituição atravessa.

A PJ debate-se com terríveis e endémicos problemas financeiros que passam por transição de dívidas no valor de milhões de euros de um ano económico para o seguinte, de uma “explosiva” suborçamentação para o corrente ano e, daí, uma já sentida insuficiência – ou mais correctamente, inexistência – de meios financeiros capazes de suportar as mais básicas despesas de funcionamento como combustíveis, electricidade, água ou selos de correio.

O governo, procurando não ficar refém de um agudo problema, “chuta para a frente” e relativiza-o, dizendo que já tinha disponibilizado um milhão de euros para fazer face às dificuldades. Ao que parece isso até é verdade.
Mas também é verdade que esse dinheiro “foi-se” só em pagamentos de despesas de anos anteriores. No que toca ao suprimento das carência do corrente ano, nada!

Entretanto o governo, em mais um daqueles anúncios vácuos de conteúdo mas cheio de floreados, veio alardear, como se tratasse de uma grande vitória, ter cumprido a meta do défice previsto para 2005 – 6%.

Se a questão do défice não se tratasse de uma grande falácia, até poderia parecer algo de razoável. Mas não é. Infelizmente.

O Administrado do Banco de Portugal fez o obséquio ao actual governo de estimar um défice para 2005 de um valor quase “astronómico”, muito para além do previsto no orçamento para esse ano (que o Presidente da República “pediu” encarecidamente para ser aprovado ainda pela anterior maioria), na pior das hipóteses.

Só quem nada percebe de economia é que não nota que o valor dessa estimativa de défice se destinou a dar “espaço de manobra” orçamental e financeira ao governo, concedendo-lhe umas “folgas” orçamentais e a possibilidade de uns gastos adicionais (naquilo que lhe mais lhe interessasse).

Porém, revela-se agora – e a história das dívidas da PJ nisso é exemplar – que não obstante o “aumento” do défice, o orçamento do ano passado não chegou para fazer face a todas as despesas dos serviços – pelo menos da PJ – e que se todas as despesas tivessem sido devidamente previstas no orçamento o défice seria realmente muito superior aos ditos 6%.

Pois bem. Estamos no início do segundo trimestre de 2006, e o Estado ainda não saldou todas as dívidas de alguns dos seus serviços relativas a 2005, e esses serviços já se encontram sem verbas para fazer face ás despesas até ao final do ano.

Ou seja: o cumprimento das metas de contenção orçamental está a ser feito não através de um planeamento rigoroso do binómio receita/despesa mas do método do “calote”, método que, empurrando o pagamento da despesa para os anos futuros, traz, mais tarde ou mais cedo, graves problemas de previsão orçamental e a ameaça de um descontrolo do défice.

Afinal – como de costume, aliás – o “rigor” das tão apregoadas medidas governamentais contra o défice têem‑se limitado à obtenção de mais receitas fiscais e parafiscais – “espremendo-se” o cidadão “pagante” até ao paroxismo – mas permitindo que srviços do Estado se vejam arbitrariamente privados dos mínimos meios financeiros para poder funcionar, remetendo para os seus dirigentes o ónus de os fazer funcionar “sem dinheiro” mas penalizando‑os com a demissão em caso de “desabafos” públicos sobre a matéria.

Por este andar mais valia que a Comissão Europeia nos aplicasse já o procedimento por défice excessivo, pois mais tarde ou mais cedo vamos “levar com ele em cima”.
Assim poupava-nos a mais demagogia, a mais propaganda, a mais “calotes”, a mais “desabafos” e a mais “demissões”.

E, com isso, talvez se conseguisse, finalmente, melhorar alguma coisa.

A itinerância da moderna Cultura Simplex

segunda-feira, 3 de abril de 2006
(Simplex 1910, 90 hp)

A ministra da Cultura disse que será imprimida à colecção (Berardo) "uma forte vocação de itinerância", na linha da política descentralizadora do seu ministério.

Pertinências ...



Será que a ministra da cultura também faz parte da colecção de arte moderna e contemporânea do comendador Berardo?

(foto "Publico", apenas para melhor ilustrar a razão de ser da pergunta)

Yes, man / skate, man




O procurador-geral do distrito do Porto, Alípio Ribeiro, é o novo director nacional da Policia Judiciária, em substituição de Santos Cabral.

Hoje, ainda não ...

O governo - leia-se, o primeiro ministro - ainda não anunciou nada hoje.

Lá para a tarde, ao que parece, deve anunciar, a cedência pelo Estado, de um "moderno armazém para as modernidades do Berardo"...

"Não há sábado sem sol, domingo sem missa, segunda sem preguiça" e qualquer dia da semana sem anúncios e propaganda do governo (esta frase incorpora um pequeno "auto-plágio" agora tão na moda, embora este aqui, infelizmente, não "renda" rigorosamente nada. O mesmo já não se pode dizer dos outros ... ).

"Ir por lã e vir tosquiado"

O mesmo é dizer a viagem de Freitas do Amaral ao Canadá.
Aliás, nada que não tivesse sido previsto.

Será hoje?


Ao que parece o Director Nacional da PJ e o ministro Costa da Justiça, o Alberto, vão ter hoje um encontro.

Será que é desta que o dito Director Nacional saí de lá com eles calçados?

As ambicionadas "medidas do sector"

domingo, 2 de abril de 2006
Tentando corresponder ao desejo manifestado pelo governo, o sector vitivinícola vai dar início a uma campanha de arranque da vinha de modo a diminuir o número de acidentes causados por condução com excesso de álcool, inviabilizando assim a intenção do governo de decretar um abaixamento ainda mais acentuado da taxa de alcoolemia permitida na condução, o que conduziria necessarimente a graves prejuizos no sector.

In memoriam



No 1º ano da sua morte

Missão cumprida

sábado, 1 de abril de 2006
O governo conseguiu gastar o suficiente de modo a atingir a meta de um défice de 6%, como havia sido prometido.

Foi difícil por ser uma meta alta, mas com o rigor que caracteriza o governo, o objectivo foi atingido concretizando-se a promessa.

Para os próximos exercícios orçamentais o governo espera continuar a conseguir atingir os elevados défices estimados e prometidos no PEC.